BLOG MAJO
Ciência, vida prática e família.
Um espaço para compreender comportamento, desenvolvimento e os desafios do cotidiano com informação,
acolhimento e possibilidades práticas.
Acolhimento & Maternidade
Parar também é se movimentar

Nas últimas semanas, vivi dias de muita correria, pensamentos, demandas e aquela conhecida sensação de que o dia deveria ter mais horas. Ao mesmo tempo em que olhava para trás e percebia que não tinha feito tudo o que gostaria, comecei a observar algo importante: parte da minha energia estava sendo ocupada por coisas que não eram prioridade, não me fortaleciam e também não eram verdadeiramente momentos de descanso.
Foi quando comecei a pensar sobre o significado de uma palavra que, para quem tem tantas responsabilidades, pode até causar certo desconforto: PARAR.
Quando uma mulher, especialmente uma mãe, escuta que precisa parar, nosso pensamento imediato é “Como?”, “Tenho tanta coisa para fazer.”, “Se eu parar, quem vai dar conta?” Mas talvez estejamos entendendo o “parar” da maneira errada.
Parar não significa ficar inerte. Não significa abandonar responsabilidades ou deixar tudo de lado. Às vezes, parar significa simplesmente colocar as coisas em seus devidos lugares.
É olhar para a própria rotina e perguntar: O que realmente é prioridade? O que é uma emergência, de verdade? O que pode esperar? E o que continuo carregando simplesmente porque um dia decidi que precisava fazer?
Tenho buscado aprender muito nos últimos anos, sobre maternidade, trabalho, comportamento, relacionamentos e sobre mim mesma. Mas existe um momento em que aprender precisa dar espaço para praticar.
Não adianta acumular conhecimento se a correria é tão grande que não conseguimos colocar em prática aquilo que já compreendemos. E nem sempre essa mudança precisa começar com algo grandioso. Pode ser uma oração de cinco minutos ao acordar. Um banho com um pouco mais de calma. Dez minutos para tomar aquele café que há semanas você diz que gostaria de tomar sem pressa. Uma conversa. Um momento de silêncio.
Tenho aprendido que pequenas pausas podem produzir grandes transformações.
Quando diminuímos o ritmo por alguns instantes, conseguimos olhar também para a rota. Talvez seja necessário ajustar o caminho. Talvez seja preciso recomeçar. Ou talvez percebamos que já estamos caminhando na direção certa e só precisávamos enxergar melhor o quanto avançamos. E existe uma diferença importante:
Não se trata de parar para depois conseguir fazer mais. Trata-se de parar para reconhecer o que realmente merece ser feito. Porque estar inteira não significa dar conta de tudo.
Significa conseguir estar presente naquilo que escolhemos como prioridade: nossos filhos, nossa família, nossos relacionamentos, nosso trabalho, nossa fé, nossos projetos, especialmente, nós mesmas.
Se chegou até aqui, parabéns, você esta no caminho, então quero te fazer um CONVITE para começar a sua mudança.
PARE por alguns minutos.
Olhe para aquilo que está ocupando seus pensamentos, seu tempo e sua energia. Talvez a vida não esteja pedindo que você faça mais. Talvez esteja pedindo que você escolha melhor onde colocar sua energia. Os problemas continuarão existindo. Mas as coisas boas também.
E antes de SEGUIR para a próxima tarefa do seu dia, responda:
O que é prioridade para mim neste momento?
O que está ocupando meu tempo, mas poderia esperar?
Qual pequena mudança eu consigo colocar em prática hoje?
Não precisa começar com uma grande transformação.
Pequenos passos também mudam caminhos.
Pequenos passos,
Grandes transformações.
Desenvolvimento & Comportamento

O que é ABA
ABA é a sigla para Applied Behavior Analysis — Análise do Comportamento Aplicada.
Embora seja muito conhecida por sua utilização no acompanhamento de pessoas autistas, a Análise do Comportamento vai muito além de um diagnóstico.
Ela nos ajuda a compreender como os comportamentos acontecem, o contexto em que aparecem, quais habilidades uma pessoa já possui e quais ainda podem ser ensinadas e desenvolvidas.
Seus princípios podem estar presentes em diferentes contextos — na clínica, em casa, na escola e em outros ambientes da vida cotidiana.
Na MAJO, buscamos partir primeiro do indivíduo: de suas necessidades, habilidades, dificuldades, contexto e possibilidades de desenvolvimento.
Por isso, mais do que pensar somente em como interromper um comportamento, procuramos compreender o que está acontecendo e quais novas habilidades podem ser ensinadas.
É ciência aproximando conhecimento da vida prática.

